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Piquira







 

Fonte: Boletim Pecuário

O Pônei da raça Piquira é, antes de tudo, um animal harmonioso
e dócil. A estas qualidades, alia um porte que não deve exceder
1.30cm para machos e 1.28cm para fêmeas. São portanto
maiores que os pôneis Shetland e os pôneis de raça brasileira.

O piquira tem sua origem provável no cruzamento de raças
tradicionais com éguas nativas de pequeno porte. Está difundido
por todo Brasil, encontra-se no estado da Bahia e Minas Gerais o
maior núcleo de criadores. Ricardo de Figueiredo Santos em seu
conhecido livro "O Cavalo de Sela Brasileiro e outros equídeos "
afirma textualmente que "sua mansidão e marcha cômoda são
aptidões muito apreciadas..." .



O piquira era criado sem diretrizes uniformes até que em 1970 se
constitui, em Belo Horizonte, a Associação Brasileira de
Criadores de Cavalos Piquira e Pôneis, que a partir de 1978
passou a denominar-se Associação Brasileira os Criadores do
Cavalo Pônei.



Esta associação congrega os criadores de pôneis em geral,
identifica a raça a que cada criador se dedica e estabelece o
padrão zootécnico a ser seguido, assim cuidando também dos
registros, controles e providências pertinentes ao criatório.



O piquira obedece, para registro definitivo, aos 36 meses de
idade, a altura acima especificada. Pode ser de qualquer
pelagem, exceto a albinóide ( gáseos com íris despigmentada). O
temperamento deve ser ativo e dócil, não pode apresentar taras e

vícios transmissíveis, a cabeça deve ser leve com perfil próximo
ao retilíneo, as orelhas devem ser bem direcionadas, os lábios
justapostos e firmes, o pescoço bem dirigido e guardar harmonia
e proporcionalidade de conjunto. O piquira é um animal
proporcional em seus diversos segmentos, eumétrico, normolíneo
e de aparência suave. O andamento deve ser marchado, o que
distingue o piquira de outras raças pôneis.

Por ser uma raça ainda em formação, com livro aberto para o
registro de machos e fêmeas, existem linhagens onde a
miscigenação com outros pôneis ainda é aparente. Mas nem isto,
uma etapa aliás absolutamente necessária à formação de
qualquer raça, consegue sombrear o grande valor do piquira, o
cavalo da criança brasileira, o pequeno grande cavalo que tem um
desafio patriótico pela frente. E este desafio está sendo
compreendido e atendido pelo número crescente de jovens
criadores inscritos, na Associação.

O cavalo piquira é no Brasil, o cavalo da garotada. Não há
montaria que se iguale nessa destinação ímpar de iniciar hoje os
cavaleiros do amanhã, despertar vocações para o campo e trazer
nossa juventude pueril ao lado de atividades esportivas e lúdicas,
isentas de aleivosias e maldades.

Com o Piquira, dá-se o primeiro contato da infância com o cavalo,
seu companheiro para o resto da existência, por um sentimento
puro de amizade e dedicação.

Na verdade não há nada mais apropriado ao ínicio da equitação
infantil do que o piquira, pois este é o único corcel que reúne
docilidade ,comodidade e beleza ao lado da proporcionalidade
que deve existir entre o cavaleiro mirim e o porte de seu cavalo.







I - APARÊNCIA GERAL

Porte:

Pequeno

Altura máxima aos 36 meses para Machos: 1,30

Altura máxima aos 36 meses para Fêmeas: 1,28

Altura ideal: Machos: 1,22 /Fêmeas: 1,20

Forma: Aparência leve, linhas harmoniosas, estrutura e
musculatura proporcionais.
Qualidade: Ossatura seca e proporcional, pele fina, pelos
finos e sedosos.
Temperamento: Ativo e sobretudo dócil.
Pelagem: Todas as pelagens e suas variedades.



II - CABEÇA

Forma: Triangular, seca e proporcional.
Orelhas: Móveis, paralelas, bem implantadas e dirigidas
para o alto.
Fronte: Larga e plana.
Perfil: Retilíneo.
Ganachas: Definidas, afastadas e bem delineadas.
Olhos: Afastados, expressivos, vivos, com pálpebras finas.
Narinas: Amplas e flexíveis.
Boca: De abertura média, lábios finos, justapostos e firmes..



III - PESCOÇO

- De forma piramidal, comprimento e musculatura proporcionais.
De inserções harmoniosas, sendo a do tronco no terço superior
do peito.

- De direção oblíqua e aparência leve, admitindo-se, nos machos
adultos, ligeira convexidade na borda dorsal. Crinas finas e
sedosas.



IV - TRONCO

Cernelha: Bem definida, longa e harmoniosamente ligada ao
pescoço.
Peito: De musculatura proporcional, amplo, profundo e não
saliente.
Costelas: Longas, arqueadas, proporcionando boa
amplitude torácica.
Dorso: De comprimento médio, reto, bem ligado e com boa
cobertura muscular.
Lombo: Curto, reto, largo, com boa cobertura muscular e
bem ligado ao dorso e à garupa.
Ancas: Afastadas, simétricas e musculadas.
Garupa: De altura igual ou inferior à cernelha, longa, com
musculatura proporcional, inserida harmoniosamente ao
lombo e suavemente inclinada.
Cauda: De inserção média, bem implantada com cerdas
finas e sedosas.



V - MEMBROS

Espáduas: Longas, oblíquas, largas, definidas e musculosas.
Braços: Médios, oblíquos, musculosos e bem articulados.
Ante-braços: Longos, com direção vertical e de musculatura
definida.
Joelhos: Largos, retos, secos, bem articulados e na mesma
direção do ante-braço.
Coxas: Musculosas e bem inseridas.
Pernas: Fortes, longas, aprumadas, bem articuladas e com
musculatura definida.
Jarretes: Secos, firmes, lisos, bem articulados e aprumados.
Canelas: Retas, secas, curtas, verticais, com tendões fortes
e delineados.
Boletos: Arredondados, definidos e bem articulados.
Quartelas: Médias, oblíquas e fortes.
Cascos: Arredondados, sólidos, íntegros, sola côncava e
ranilha elástica.



VI - ANDAMENTO

- Marcha batida ou picada, cômoda, regular, de bom rendimento e
estilo.



VII - DESCLASSIFICAÇÕES

Despigmentação:a) Pele: Pseudo-albino (gázeo)

b) Íris: Albinóide

2. Temperamento: Vícios e taras considerados graves e
transmissíveis.

Orelhas: Mal implantadas (acabanadas).
Perfil: Convexilíneo ou concavilíneo.
Boca:
Lábios: com relaxamento das comissuras (belfo).
Arcadas dentárias: assimetria maxilar superior ou inferior
(prognatismo).
Pescoço: Cangado ou excessivamente rodado.
Dorso-lombo:- Concavelilíneio (lordose ou selado)

- Convexilíneo (cifose ou dorso de carpa)

- Desvio lateral da coluna vertebral (escoliose).

Garupa: De altura superior à cernelha, aceitando-se uma
diferença de até 02 cm.
Membros: Defeitos graves de aprumos.
Aparelho genital:- Criptorquidismo uni ou bilateral (roncolho).

- Anorquidia (ausência de testículos).

- Assimetria acentuada dos testículos.

- Anomalias congênitas do aparelho genital das fêmeas.

Andamento: - Trote

- Andadura

(Aprovado pelo Conselho Deliberativo Técnico em reunião de 06
de outubro de 1992, conforme previsto no Regulamento do
Registro Genealógico).

Fonte: ABCC Pônei e Boletim Pecuário